Cardiopatias podem evoluir silenciosamente; entenda os sinais e como acompanhamento veterinário é fundamental para identificar alterações antes do agravamento do quadro
Setembro é marcado pela campanha Setembro Vermelho, que chama a atenção para a saúde cardiovascular dos animais de companhia. Em cães, algumas doenças cardíacas podem evoluir durante anos sem sinais evidentes, tornando o acompanhamento periódico com o médico-veterinário uma ferramenta importante para o diagnóstico precoce.
Entre os sinais que podem indicar alterações cardíacas estão cansaço excessivo, dificuldade para realizar atividades que antes eram habituais, tosse, respiração acelerada, intolerância ao exercício, desmaios e mudanças no comportamento.
De acordo com o médico-veterinário Francis Flosi, diretor da Faculdade de Medicina Veterinária Qualittas, a prevenção deve fazer parte da rotina de cuidados com cães e gatos.
“O coração também envelhece e pode apresentar alterações que nem sempre são percebidas no dia a dia. Por isso, o acompanhamento veterinário permite identificar sinais precoces e avaliar fatores de risco antes que uma alteração cardíaca comprometa a qualidade de vida do animal”, afirma Flosi.
A idade é um dos fatores que merece atenção, mas não é o único. Algumas raças apresentam maior predisposição a determinadas cardiopatias, enquanto obesidade, sedentarismo e outras doenças também podem interferir na saúde cardiovascular.
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Flosi ressalta que sinais aparentemente simples não devem ser ignorados.
“Uma tosse recorrente, uma redução na disposição para passear ou uma dificuldade maior para subir escadas não devem ser automaticamente atribuídas à idade. São mudanças que precisam ser avaliadas por um profissional, porque podem ter diferentes causas, inclusive relacionadas ao coração”, explica o médico-veterinário.
O diagnóstico pode envolver exame clínico e, conforme a avaliação do médico-veterinário, exames complementares, como eletrocardiograma, ecocardiograma, radiografias e exames laboratoriais.
A medicina veterinária preventiva tem papel decisivo na longevidade dos animais.”Quanto mais cedo uma alteração é identificada, maiores são as possibilidades de acompanhamento e controle adequado. A medicina preventiva não significa esperar o animal adoecer, mas acompanhar sua saúde ao longo de todas as fases da vida”, conclui.


