Dia Nacional do Vira-Lata, celebrado em 31 de julho, homenageia os cães Sem Raça Definida (SRD), reconhecidos pela diversidade genética, resistência e capacidade de adaptação
Hoje, dia 31 de julho é celebrado o Dia Nacional do Vira-Lata, uma data dedicada aos cães Sem Raça Definida (SRD), que representam a maioria da população canina brasileira e ocupam cada vez mais espaço nos lares do país.
Popularmente chamados de vira-latas, esses animais são resultado de séculos de cruzamentos entre diferentes linhagens de cães trazidos ao Brasil desde o período colonial. Sem um padrão racial específico, os SRDs carregam uma ampla diversidade genética, considerada por especialistas uma das principais características da população canina brasileira.
Segundo Francis Flosi, médico veterinário e diretor geral da Faculdade de Medicina Veterinária Qualittas, os cães sem raça definida são um verdadeiro símbolo da história e da diversidade do Brasil. “Os cães SRD representam mais de cinco séculos de adaptação e convivência com a sociedade brasileira. Eles carregam uma riqueza genética única, são extremamente inteligentes, afetuosos e demonstram uma capacidade impressionante de adaptação aos mais diversos ambientes”, afirma.
Da rua ao termo técnico
O termo “vira-lata” surgiu no século XIX, quando cães que viviam soltos nas cidades costumavam procurar alimento em recipientes de lixo. Apesar de amplamente utilizado pela população, a nomenclatura técnica adotada pela Medicina Veterinária é SRD, sigla para Sem Raça Definida.
Entre as características mais marcantes desses animais está a grande variabilidade física. Eles podem apresentar diferentes portes, cores, formatos e tipos de pelagem. Além disso, a ampla diversidade genética contribui para o chamado vigor híbrido, condição associada à menor incidência de algumas doenças hereditárias observadas em determinadas raças puras.
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“É importante destacar que nenhum animal está livre de doenças, mas a diversidade genética dos cães sem raça definida pode representar uma vantagem biológica importante quando associada aos cuidados veterinários adequados, alimentação equilibrada e vacinação em dia”, explica Flosi.
No fim das contas, o cão SRD reúne em si mais de cinco séculos de cruzamentos entre linhagens trazidas ao Brasil desde o período colonial; não possui padrão racial definido, o que garante ampla diversidade genética; apresenta grande variabilidade de porte, cor, formato e tipo de pelagem; e carrega o chamado vigor híbrido, associado à menor incidência de certas doenças hereditárias comuns em raças puras. É esse conjunto de características, somado à história do termo, que faz dele um símbolo tão particular da convivência entre humanos e cães no país.
Adoção responsável e o conceito de Saúde Única
Além dos aspectos biológicos, o Dia Nacional do Vira-Lata também chama a atenção para a necessidade de combater o abandono e incentivar a adoção responsável. Grande parte dos animais acolhidos por abrigos e organizações de proteção animal no Brasil é composta por cães sem raça definida.
Para o especialista, a adoção é uma ferramenta fundamental para promover o bem-estar animal e fortalecer o conceito de Saúde Única, que integra a saúde animal, humana e ambiental. “Quando adotamos um animal e promovemos a guarda responsável, estamos contribuindo para reduzir o abandono, melhorar a saúde pública, controlar populações errantes e proporcionar melhor qualidade de vida para os animais e para a sociedade. Essa é uma das bases da Saúde Única”, destaca.
A data também é uma oportunidade para combater preconceitos ainda existentes em relação aos cães sem raça definida e valorizar suas qualidades.
“Não existe raça capaz de medir amor, lealdade ou companheirismo. Os vira-latas conquistaram seu espaço nos lares brasileiros justamente por demonstrarem diariamente essas características. Eles são parte da nossa história e merecem reconhecimento e respeito”, conclui Francis Flosi.


