Entre 14% e 20% dos cães apresentam o transtorno, que pode surgir quando os responsáveis pelos animais ficam ausentes por longos períodos
Com o retorno ao trabalho cada vez mais presencial, cresce o número de cães e gatos que apresentam sinais de ansiedade de separação, um distúrbio comportamental que compromete o bem-estar físico e emocional dos animais. Estudos comportamentais indicam que entre 14% e 20% dos cães domésticos sofrem com o problema. Em gatos, os sintomas também ocorrem, embora de forma mais sutil.
Segundo Francis Flosi, médico-veterinário e diretor da Faculdade de Medicina Veterinária Qualittas, alterações bruscas na rotina dos responsáveis pelos animais, como longos períodos fora de casa ou viagens frequentes, estão entre os principais gatilhos da ansiedade de separação.
“O animal pode desenvolver um quadro intenso de estresse ao perceber a ausência do responsável. Isso vai além do comportamento e pode gerar impactos físicos, como distúrbios gastrointestinais, queda da imunidade e comportamentos destrutivos”, explica Francis Flosi, médico-veterinário e diretor da Faculdade de Medicina Veterinária Qualittas
Sinais de alerta
Nos cães e nos gatos, os sintomas da ansiedade de separação se manifestam de formas distintas. Reconhecê-los precocemente é essencial para buscar ajuda especializada a tempo.
Leia mais:
- Microchip ajuda gato desaparecido a voltar para casa após um mês longe da tutora
- Americana tem lei que obriga divulgação de animais perdidos e disponíveis para adoção
- Pet On firma parceria com a Turma do Delegato para conteúdos educativos sobre proteção animal
Sinais em cães
• Latidos, choros ou uivos excessivos
• Destruição de objetos
• Inquietação e dificuldade de se acalmar
• Tentativas de fuga
• Eliminação inadequada de urina ou fezes
Sinais em gatos
• Miados intensos e frequentes
• Marcação fora da caixa de areia
• Automutilação ou lambedura compulsiva
• Isolamento prolongado
Prevenção e cuidados
De acordo com o médico-veterinário, a prevenção e o manejo adequado passam por uma rotina previsível, estímulos físicos e mentais, dessensibilização gradual à ausência dos responsáveis, além do acompanhamento com médicos-veterinários comportamentalistas. Em alguns casos, o uso de feromônios sintéticos pode auxiliar na redução da ansiedade e na sensação de segurança do animal.
“Com orientação profissional e cuidados adequados, é possível minimizar os efeitos da ansiedade de separação e garantir mais equilíbrio, saúde e qualidade de vida aos pets”, finaliza Flosi.



