Cachorra viraliza ao ouvir a palavra “iogurte”: será que pets podem comer o alimento?

Com cena repercutindo nas redes, cachorrinha Odete comemora antes de ganhar o petisco que não experimentava há quase cinco meses; Portal Pet ON apurou o que diz a ciência sobre oferecer iogurte a cães e gatos

 

Um vídeo com quase 27 mil curtidas viralizou nas redes sociais mostrando a reação de Odete, uma cachorrinha que se remexe toda e sacode o rabo só de ouvir a palavra “gute”. Nas imagens, a responsável pelo animal avisa que ela vai ganhar o petisco, e a euforia é imediata: a cadela corre até a geladeira e mal espera a comida ser servida, quase enfiando o focinho no potinho ainda semiaberto. A cena, que rendeu risadas e comoção entre os internautas, ganhou um contexto especial: segundo relatos que acompanham o vídeo, Odete ficou cerca de cinco meses sem comer iogurte, o que ajudaria a explicar a explosão de felicidade registrada nas imagens.

Diante da repercussão, o Portal Pet ON foi apurar: afinal, iogurte natural pode ou não fazer parte da dieta de cães e gatos?

Afinal, cachorro pode comer iogurte?

A resposta curta é sim, mas com condições. O iogurte natural é permitido para cães, desde que seja a versão sem açúcar, sem sabor e sem adoçantes artificiais. O maior risco está no xilitol, adoçante presente em alguns produtos diet e zero, que é tóxico para os animais e pode causar hipoglicemia grave e danos ao fígado, mesmo em pequenas quantidades.

O produto ideal para oferecer ao animal tem composição simples: leite e fermentos lácteos, sem mais nada na lista de ingredientes. Versões integral ou desnatada são permitidas, e o iogurte grego natural, sem adição de açúcar ou outros aditivos, também pode ser oferecido com moderação.

E os gatos?

Para os felinos, o cenário é um pouco diferente. Gatos são naturalmente intolerantes à lactose em graus variados e, apesar de o iogurte conter menos lactose do que o leite puro, o alimento ainda pode causar desconforto digestivo. Uma pequena quantidade oferecida de forma ocasional costuma ser tolerada, mas o hábito não é recomendado sem orientação veterinária.

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Quantidade e como oferecer

A quantidade faz toda a diferença. O iogurte deve ser tratado como petisco, nunca como parte da refeição principal, e não deve ultrapassar 10% da dieta diária do animal, o equivalente a uma colher de chá para cães pequenos ou uma colher de sopa para cães de médio e grande porte.

Uma forma criativa e refrescante de oferecer o alimento é congelá-lo em forminhas de gelo, eventualmente misturado a frutas permitidas para cães, como banana ou melancia sem sementes. A versão gelada funciona bem em dias quentes e prolonga o tempo de consumo, o que estimula o enriquecimento ambiental do animal.

Fique de olho nos sinais do animal

Nem todo cão reage da mesma forma ao iogurte. Alguns animais apresentam sensibilidade à lactose mesmo sem histórico conhecido, e os sintomas costumam aparecer rapidamente: diarreia, vômito, gases, desconforto abdominal ou perda de apetite. Caso qualquer um desses sinais surja após a oferta do alimento, o ideal é retirá-lo da dieta imediatamente e, se os sintomas persistirem, procurar orientação veterinária.

 

 

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