Levantamento aponta que 86% das pessoas acreditam que os pets têm impacto positivo na saúde mental, e estudos mostram que esse vínculo libera hormônios ligados ao bem-estar de ambos os lados
Celebrado em 20 de julho, o Dia do Amigo costuma homenagear as relações entre pessoas. Mas, para milhões de brasileiros, a amizade também tem quatro patas. Mais do que companheiros de rotina, cães e gatos exercem um papel importante no bem-estar físico e emocional de quem convive com eles, uma relação que vem sendo explicada cada vez mais pela ciência.
O tema ganha ainda mais relevância no Brasil, país que reúne 160,9 milhões de animais de estimação e ocupa a terceira posição no ranking mundial de população pet, segundo levantamento do Instituto Pet Brasil (IPB), divulgado em parceria com a Abinpet. Esse cenário reflete a presença cada vez mais significativa dos pets nos lares brasileiros, onde cães e gatos assumem um papel que vai além da companhia e passam a integrar a rotina, os vínculos afetivos e o bem-estar das famílias.
O hormônio por trás do vínculo
Estudos conduzidos pelo Instituto WALTHAM, centro global de ciência dedicado à pesquisa em nutrição, comportamento e bem-estar animal, mostram que momentos positivos de interação, como brincar, fazer carinho ou trocar olhares com cães e gatos, estão associados à liberação de ocitocina, hormônio conhecido por seu papel na criação de vínculos sociais, na confiança e na sensação de bem-estar. Essas respostas fisiológicas ajudam a explicar por que a convivência com os pets gera benefícios tanto para os animais quanto para as pessoas responsáveis por eles.
O que os brasileiros dizem sobre a relação com seus pets
Pesquisa do Instituto WALTHAM revela que 86% dos entrevistados acreditam que os animais de estimação têm impacto positivo na saúde mental; 69% afirmam que os pets ajudam a reduzir o estresse e a ansiedade; e 63% consideram seus animais verdadeiros amigos.
Cães e gatos respondem de formas diferentes
No caso dos gatos, pesquisas recentes identificaram que a ocitocina está relacionada ao aumento do contato visual com humanos, reforçando evidências de que os felinos também desenvolvem vínculos sociais complexos com quem cuida deles. Já estudos com cães demonstram que momentos de interação com seus responsáveis favorecem respostas hormonais associadas ao fortalecimento dessa relação.
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“Os pets ocupam um espaço cada vez mais importante dentro das famílias e a ciência ajuda a explicar por que essa relação é tão especial. Mais do que companhia, eles promovem conexões genuínas e contribuem para fortalecer vínculos, gerar bem-estar e enriquecer a convivência entre pessoas e animais”, avalia Kátia de Souza, diretora de Assuntos Corporativos da Mars Pet Nutrition no Brasil. Para a executiva, à medida que a ciência avança, também aumenta a compreensão de como essa relação beneficia tanto as pessoas quanto os próprios pets.
Neste Dia do Amigo, a ciência dá respaldo a algo que quem convive com cães e gatos já sente no dia a dia: uma amizade capaz de transformar, de forma positiva, a vida de ambos os lados.


