Seu pet está com a vacina da raiva em dia? Caso no interior de SP reacende alerta

Cadela de um ano não vacinada morreu após diagnóstico confirmado pelo Instituto Pasteur em município que não registrava a doença há três décadas

 

São João da Boa Vista, no interior de São Paulo, confirmou um caso de raiva em uma cadela de um ano, da raça Pastor Belga Malinois. O animal não era vacinado contra a doença e morreu no dia 7 de agosto, após apresentar sintomas neurológicos e receber atendimento veterinário. O resultado do exame, divulgado na última quarta-feira (12), colocou a Vigilância Epidemiológica do município em alerta: a cidade não registrava um caso da doença havia 30 anos.

O que aconteceu

O diagnóstico foi confirmado após análise de material coletado pelo Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) e encaminhado ao Instituto Pasteur. Segundo a Vigilância, a variante do vírus responsável pela infecção ainda não foi identificada, informação importante para determinar se o caso está relacionado à variante transmitida por morcegos ou à variante canina.

Segundo a coordenadora da Vigilância Epidemiológica da cidade, Ludimila Barros Zan, o órgão está analisando quem teve contato com o animal. “Estamos assegurando que todos que tiveram contato com o animal estejam protegidos e não tenha nenhum caso de raiva humana”, explica.

A resposta da Vigilância

Após a confirmação do caso, a Vigilância iniciou o protocolo de prevenção para as pessoas que tiveram contato direto com o animal, principalmente com secreções, que receberam vacinação preventiva. O órgão também reforçou a vacinação de cães e gatos no bairro onde ocorreu o caso e fará um levantamento dos animais em um raio de 300 metros.

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A Prefeitura informou que pretende ampliar temporariamente o horário de vacinação no Centro de Controle de Zoonoses e estudar ações aos sábados para facilitar o acesso dos responsáveis pelos animais.

Por que a vacinação anual é insubstituível

A raiva é uma doença viral grave, transmitida de animais para seres humanos principalmente pela saliva, em mordidas, arranhões ou contato com mucosas e feridas. Depois do aparecimento dos sintomas, a letalidade é altíssima, o que torna a prevenção fundamental.

No Brasil, a vacinação antirrábica oficial e gratuita de cães e gatos é uma diretriz de saúde pública coordenada pelo Ministério da Saúde em parceria com os municípios. Filhotes devem receber a primeira dose a partir dos três meses de idade, e a aplicação é anual: renovar a dose todos os anos é o que garante a proteção efetiva do pet.

Apenas animais saudáveis devem ser vacinados, e pets com diarreia, vômito, em tratamento ou debilitados precisam aguardar a recuperação completa antes de receber a dose. Fêmeas em período de gestação, amamentando ou no cio podem ser imunizadas com segurança.

O que fazer diante de um animal suspeito

Em caso de contato com morcegos ou com animais que apresentem comportamento incomum, a orientação é não tentar capturá-los ou manipulá-los. O caminho correto é procurar imediatamente o serviço de zoonoses ou de saúde da cidade para avaliação da necessidade de profilaxia.

A vacinação antirrábica de cães e gatos é gratuita e oferecida pelos serviços de zoonoses em todo o país. Os responsáveis pelos animais devem verificar a carteira de vacinação dos pets e procurar o centro de zoonoses ou a unidade de saúde do próprio município para confirmar datas, endereços e horários de atendimento, caso a dose esteja atrasada

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