Especialidade avança e se consolida como essencial para qualidade de vida dos pets, impulsionada por formação qualificada e pesquisa científica
O mercado pet brasileiro segue em forte expansão, impulsionado pela maior longevidade dos animais e pela mudança no perfil dos tutores, que buscam tratamentos cada vez mais completos, humanizados e focados em qualidade de vida. Nesse cenário, a fisioterapia veterinária deixou de ser um diferencial para se tornar uma especialidade essencial na rotina de clínicas e hospitais veterinários.
Os números confirmam essa tendência. Em 2024, o mercado pet movimentou R$ 77 bilhões, com crescimento de 12% em relação ao ano anterior. Dentro desse universo, os serviços veterinários especializados — como a fisioterapia — avançaram ainda mais, registrando alta de 16%. O crescimento reflete a conscientização crescente dos tutores sobre a importância da reabilitação, do manejo da dor e da prevenção de limitações funcionais ao longo da vida de seus pets.
Benefícios para saúde e bem-estar
Indicada para casos ortopédicos, neurológicos, pós-operatórios, obesidade e geriatria, a fisioterapia veterinária contribui diretamente para a recuperação funcional e o envelhecimento saudável dos animais. Com técnicas como hidroterapia, exercícios terapêuticos, eletroterapia, laser e acupuntura, a especialidade promove conforto, mobilidade e bem-estar, especialmente em pets idosos ou com doenças crônicas.
Entre os benefícios estão a redução do risco de lesões, alívio de dores, redução de inchaços, fortalecimento do sistema imunológico, melhora da locomoção e sensação de relaxamento. Em muitos casos, os tratamentos ajudam a tornar o pet mais confiante e sociável, contribuindo para sua qualidade de vida como um todo.
Transformação na prática
O caso da cadela Kihara ilustra bem esses resultados. A labradora de 6 anos, que enfrentava excesso de peso e displasia nas patas, teve sua rotina transformada após o tratamento. A tutora, a engenheira Adriana Fonseca, recorreu à fisioterapia aliada à mudança de alimentação e viu a melhora em poucos meses. Hoje, a labradora faz acompanhamento periódico e voltou a andar, e brincar, sem dores.
O crescimento da fisioterapia veterinária caminha lado a lado com a qualificação dos profissionais que atuam na área. A especialidade exige muito mais do que dominar técnicas: requer atualização constante, baseada em pesquisas científicas que conectem teoria e prática clínica para oferecer o melhor aos pets. É essa base sólida que garante tratamentos seguros, eficazes e alinhados às melhores práticas.
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Nesse cenário, ganha relevância o papel de lideranças que articulam ensino, pesquisa e representação da categoria. Stella Sakata, pesquisadora e atual presidente da Associação Nacional de Fisioterapia Veterinária (ANFIVET), é uma dessas referências. Como mentora do curso de Fisiatria e Fisioterapia Veterinária da Faculdade Qualittas, ela atua diretamente na formação de novos profissionais, preparando especialistas alinhados às demandas reais do mercado.
A ANFIVET, fundada em 2006, reúne profissionais de todo o país e trabalha pela integração da categoria, fortalecimento do ensino e desenvolvimento técnico-científico da fisioterapia e reabilitação veterinária. “Estar à frente da ANFIVET é assumir a responsabilidade de representar uma categoria inteira, promover avanços científicos e garantir que a fisioterapia veterinária continue evoluindo com qualidade, ética e reconhecimento”, afirma Stella.
Para o médico-veterinário Francis Flosi, diretor da Faculdade Qualittas, ter uma professora e mentora na presidência da associação nacional reforça o compromisso da instituição com a excelência. “Isso garante aos nossos alunos uma formação atualizada, alinhada às diretrizes da especialidade e às reais necessidades do mercado”, destaca.



