Cadela fica presa entre paredes durante jogo do Brasil: como proteger seu pet dos fogos no próximo domingo?

Bela, de 8 anos, foi resgatada pelo Corpo de Bombeiros em Pernambuco após se assustar com fogos de artifício disparados durante a partida contra o Japão; com a Seleção em campo novamente no domingo, especialistas reforçam cuidados para proteger animais sensíveis ao barulho

 

O barulho de fogos de artifício disparados a cada gol do Brasil na Copa do Mundo assustou a cadela Bela, de 8 anos, que ficou presa no vão entre duas paredes na tarde da segunda-feira (29), durante a partida contra o Japão. O caso ocorreu em Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana do Recife, e mobilizou o Corpo de Bombeiros, que precisou quebrar parte da estrutura de alvenaria para salvar o animal.

A responsável por Bela, Eva Marinho, trabalha com transporte de animais e havia saído de casa para realizar um serviço em Paulista, também no Grande Recife, enquanto a Seleção Brasileira jogava. Ao retornar, deparou-se com a cachorra de 20 quilos espremida na fresta entre as paredes e acionou o socorro imediatamente.

Eva, que cuida de outros cinco cães na casa, explicou que costuma abrigar os animais em um quarto construído especialmente para eles no quintal. No dia do jogo, precisou separar Bela de outra cadela que havia passado por cirurgia recente. Ela ficou surpresa com o local em que o animal conseguiu se enfiar devido ao pânico causado pelos rojões.

Duas viaturas de salvamento dos bombeiros foram enviadas à residência. Vídeos do resgate compartilhados nas redes sociais mostram a delicada operação dos militares, que monitoraram a posição das patas e do corpo de Bela a cada tijolo quebrado para evitar novos ferimentos.

Apesar de não ter sofrido fraturas, a cadela apresentou arranhões na pele e ferimentos nas unhas, causados pelas tentativas de cavar para sair do isolamento.

O episódio reacende um alerta que se repete a cada rodada da Copa do Mundo: com a Seleção Brasileira em campo novamente neste domingo, especialistas reforçam a importância de preparar os pets com antecedência para reduzir o risco de crises de ansiedade e fugas durante as comemorações.

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Por que os fogos assustam tanto os animais?

A audição de cães e gatos é significativamente mais aguçada do que a dos humanos. Eles captam frequências mais altas e percebem os sons com muito mais intensidade, o que transforma um simples foguete em uma experiência de sobressalto profundo. Segundo especialistas em comportamento animal, a exposição a barulhos altos e imprevisíveis ativa o instinto de fuga, podendo provocar tremores, salivação excessiva, agitação e tentativas de escalar muros ou portões. O risco de fuga é especialmente preocupante: muitos animais se perdem justamente durante períodos de comemorações com fogos, como quase aconteceu com Bela.

Cuidados antes e durante o jogo de domingo

• Antecipe o passeio ou a brincadeira do pet para que ele chegue ao período de maior barulho já com energia gasta

• Deixe o animal em um cômodo interno, com portas e janelas fechadas, para reduzir a propagação do som

• Monte um refúgio com a cama habitual e cobertores com cheiro familiar

• Respeite o esconderijo escolhido pelo animal; forçar a saída pode intensificar o estresse

• Use músicas calmas ou deixe a televisão ligada em volume moderado para mascarar os ruídos externos

• Mantenha a calma e evite reforçar a agitação do pet com sua própria reação

• Confira se a coleira e a identificação (plaquinha ou microchip) estão atualizadas antes do jogo

Quando procurar o veterinário

Nem todo animal responde bem apenas às medidas de conforto ambiental. Para pets com histórico de ansiedade intensa ou que apresentem sinais como taquicardia, tremores incontroláveis ou comportamento agressivo durante os fogos, a avaliação veterinária é essencial. Médicos-veterinários podem indicar florais, feromônios sintéticos ou ansiolíticos adequados para cada espécie e porte, preferencialmente prescritos com antecedência ao período de comemorações.

Um alerta importante: jamais oferecer ao animal medicamentos de uso humano. Calmantes e ansiolíticos formulados para pessoas podem ser tóxicos ou letais para cães e gatos. Qualquer medicação deve ser prescrita exclusivamente por um profissional veterinário.

Bela segue se recuperando bem ao lado da família, ainda um pouco assustada, mas sem sequelas graves. O caso serve de lembrete para quem tem em casa um animal sensível a barulhos: com o Brasil em campo outra vez no domingo, a preparação pode ser o que evita que a história se repita.

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