Estudo publicado no Arquivo Brasileiro de Medicina Veterinária aponta melhora na qualidade da pelagem após suplementação com ômega-3 e ômega-6 por 60 dias
Encontrar pelos de cachorro espalhados pela casa faz parte da rotina de quem tem pet. No entanto, existe diferença entre a troca natural da pelagem e uma queda excessiva, que pode sinalizar problemas ligados à nutrição ou até mesmo à saúde do animal.
Um estudo divulgado pelo Arquivo Brasileiro de Medicina Veterinária e Zootecnia avaliou 45 cães com alterações dermatológicas submetidos à suplementação com ômega-3 e ômega-6 durante 60 dias.
Ao final do período, os pesquisadores observaram melhora na qualidade da pelagem, com redução da queda de pelos, descamação e ressecamento da pele.
O resultado está diretamente relacionado à importância da alimentação na saúde dos fios. Isso porque aproximadamente 95% da estrutura do pelo é composta por proteína. Quando o organismo não recebe nutrientes suficientes, os fios tendem a nascer mais frágeis e cair antes mesmo de completar o ciclo de crescimento. Por esse motivo, a alimentação costuma ser um dos primeiros pontos avaliados quando o animal apresenta queda acima do normal.
Nutrientes essenciais para a saúde da pelagem
Os ácidos graxos ômega-3 e ômega-6 desempenham papel importante na manutenção da saúde da pele. Eles atuam como anti-inflamatórios naturais, ajudam na hidratação cutânea, reduzem irritações e favorecem um ambiente adequado para o crescimento saudável dos pelos. Quando há deficiência desses nutrientes, a pele pode ficar mais seca e suscetível à queda dos fios.
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Outro nutriente importante é a biotina, vitamina pertencente ao complexo B e diretamente ligada à formação dos fios. Segundo pesquisa da FCAV/UNESP, a deficiência de biotina pode causar caspa, pelagem áspera e aumento da queda, especialmente em regiões como focinho e ao redor dos olhos.
O zinco também aparece entre os minerais mais associados à saúde da pele e da pelagem. Ele contribui para a regeneração da pele e participa da síntese das proteínas responsáveis pela formação dos fios. Em cães com deficiência do mineral, são comuns irritações cutâneas e perda intensa de pelos.
Quando apenas suplementar não resolve
Apesar da importância nutricional, nem toda queda de pelo está ligada apenas à alimentação. Situações como falhas na pelagem, coceira persistente, vermelhidão e irritações podem indicar problemas hormonais, alergias, parasitas ou infecções.
Nesses casos, a avaliação veterinária é indispensável para identificar a causa correta do problema antes de iniciar qualquer suplementação.
O próprio Arquivo Brasileiro de Medicina Veterinária destaca que os suplementos apresentam resultados mais eficazes quando a origem da queda está relacionada à deficiência nutricional. Quando utilizados sem orientação e sem diagnóstico adequado, eles podem apenas mascarar sintomas e atrasar o tratamento correto do animal.



