Caso que mobilizou o Brasil em defesa dos animais tem novo desfecho após Ministério Público afastar hipótese de agressão, mas repercussão segue como símbolo da indignação popular diante de denúncias de maus-tratos
O caso do cão Orelha, que mobilizou milhões de brasileiros e provocou uma onda nacional de indignação nas redes sociais, ganhou um novo capítulo nesta terça-feira (12). O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) pediu o arquivamento do inquérito relacionado à morte do animal após concluir que não houve agressão por parte dos adolescentes investigados.
A decisão ocorre depois da análise de quase dois mil arquivos, entre imagens, vídeos e materiais periciais. Segundo o órgão, os adolescentes apontados inicialmente nas denúncias não estavam com o cão no local e no horário em que a suposta violência teria ocorrido.
Os laudos técnicos também indicaram que Orelha apresentava um quadro grave de saúde, afastando a hipótese de morte provocada por maus-tratos ou espancamento, versão que rapidamente ganhou repercussão nacional nos primeiros dias do caso.
Leia mais:
- Como uma cidade do interior de SP virou referência em proteção animal
- Você sabe o que é o Abril Laranja? Com quase 5 milhões de animais em risco, mês é uma convocação para o bem-estar animal
- Como introduzir um novo gato no ambiente?
Mesmo com o novo entendimento das autoridades, a história de Orelha segue marcada pela forte mobilização popular em torno da causa animal. O cão comunitário, conhecido por moradores da região onde vivia em Florianópolis, se transformou em símbolo da revolta coletiva diante de possíveis situações de violência contra animais.
O pedido de arquivamento foi encaminhado à Vara da Infância e Juventude da Capital catarinense na última sexta-feira (8), mas divulgado oficialmente apenas nesta terça-feira.
A repercussão do caso também reacende discussões sobre o impacto da velocidade das redes sociais na disseminação de informações, especialmente em episódios que envolvem forte apelo emocional e mobilização pública.



