Tecnologia baseada em inteligência artificial promete ajudar veterinários a prever doenças e personalizar tratamentos
Imagine se cada cão ou gato pudesse ter uma espécie de cópia virtual capaz de indicar riscos à saúde antes mesmo do surgimento dos primeiros sintomas. Essa é a proposta dos chamados gêmeos digitais, uma tecnologia que começa a ganhar espaço na medicina veterinária e pode transformar a forma como doenças são identificadas e acompanhadas.
A ferramenta utiliza inteligência artificial para reunir informações clínicas, exames laboratoriais, histórico médico, características genéticas e até dados comportamentais dos animais. A partir desse conjunto de informações, é criado um modelo digital capaz de simular cenários e auxiliar profissionais na tomada de decisões.
O conceito ainda está em fase de expansão, mas já desperta atenção entre pesquisadores, empresas de tecnologia e profissionais da saúde animal que enxergam na inovação um importante avanço para a medicina veterinária de precisão.
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A possibilidade chama a atenção de tutores como Marcelo Nogueira, engenheiro agrônomo de Ribeirão Preto (SP), que acompanha de perto a saúde de Thor, seu Golden Retriever de sete anos. Como ocorre com muitos cães da raça, questões articulares e metabólicas sempre fizeram parte dos cuidados preventivos da família.
Embora a tecnologia ainda esteja em desenvolvimento, situações como essa demonstram o potencial de ferramentas capazes de antecipar riscos e apoiar estratégias preventivas mais eficientes.
Para o médico-veterinário, o avanço pode representar uma mudança importante de paradigma. Em vez de atuar apenas após o aparecimento da doença, a tendência é que a profissão passe a trabalhar cada vez mais com previsão, monitoramento e prevenção, utilizando dados para construir protocolos individualizados para cada paciente.



