Pesquisa identifica quatro perfis de tutores de pets no Brasil

Estudo do Sindan revela mudanças no comportamento dos donos de animais de estimação após a pandemia; “pai de pet” lidera com 32% dos entrevistados

 

Uma pesquisa realizada pela Comissão de Animais de Companhia (Comac) do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan) revelou uma mudança significativa no comportamento dos tutores de animais de estimação no Brasil. O estudo Radar Pet, que ouviu 1.751 donos de cães e gatos, identificou pela primeira vez quatro perfis distintos de tutores, enquanto em 2019 eram apenas três.

Os novos perfis são: o desapegado, o amigo do pet, o pet lover emocional e o pet lover racional. Segundo a pesquisa, o pet lover emocional é o mais comum (32%), seguido pelo amigo do pet (27%), pet lover racional (23%) e desapegado (18%).

“A demonstração de afeto não diminui devido aos perfis”, esclarece Gabriela Mura, diretora de mercado e assuntos regulatórios do Sindan. “Houve um aumento na aquisição de animais após a grande crise sanitária, onde se concentra a maior porcentagem em pessoas solteiras, viúvas ou separadas. Os bichinhos se tornaram uma companhia ainda mais relevante.”

A mudança nos perfis foi influenciada por aspectos como condições de moradia, trabalho, educação e saúde dos indivíduos, além do impacto da pandemia na relação entre tutores e animais.

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Os quatro perfis

O perfil desapegado (18%) é mais comum entre homens com 50 anos ou mais, casados e com filhos, residentes nas regiões Centro-Oeste e Norte. Embora cuide das necessidades básicas do pet, esse tutor mantém distância emocional e se preocupa com o envelhecimento do animal sem aumentar gastos.

Já o amigo do pet (27%) considera o animal parte da família, mas não como filho. É formado principalmente por mulheres casadas entre 30 e 59 anos com filhos, concentrado no Sudeste e Centro-Oeste. Os pets acabam se tornando companheiros das crianças nos momentos de lazer.

O pet lover emocional, perfil dominante com 32%, é comum entre jovens e adultos solteiros e sem filhos. Para esses tutores, os animais são como filhos. “Eles estão profundamente ligados emocionalmente aos seus pets, tratando-os como filhos ou companheiros inseparáveis”, afirma Gabriela.

Por fim, o pet lover racional (23%) mantém abordagem pragmática, considerando aspectos práticos e o impacto no estilo de vida. São mulheres acima dos 40 anos presentes em todas as regiões, que recorrem a serviços como adestramento, agility e day care para auxiliar na rotina.

E você, qual tipo de tutor é?

Agora que você conhece os quatro perfis identificados pela pesquisa, consegue se reconhecer em algum deles? Seja você um “pai de pet” que trata o animal como filho, um amigo companheiro, um tutor mais pragmático ou alguém que mantém certa distância emocional, o importante é garantir o bem-estar e a qualidade de vida do seu peludo. Afinal, como mostrou o estudo, não existe perfil certo ou errado, cada relação entre tutor e pet é única.

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