O que verificar antes de contratar um plano de saúde para o pet?

Especialistas apontam que estrutura hospitalar, acesso a especialistas e continuidade do cuidado pesam mais do que o valor mensal na hora em que o animal realmente precisa de atendimento

 

 

Na hora de contratar um plano de saúde para cães e gatos, a mensalidade costuma ser o primeiro critério de comparação entre os responsáveis pelos animais. Mas, quando o pet precisa de atendimento especializado, exames complexos, cirurgia ou internação, são outros fatores que determinam a qualidade da experiência: estrutura hospitalar, acesso a especialistas, cobertura para procedimentos de alta complexidade e continuidade do atendimento.

Segundo o estudo CVA Pet 2026, os brasileiros gastam, em média, R$ 690 por mês com cães e R$ 574 com gatos, o equivalente a cerca de R$ 8,3 mil e R$ 6,9 mil por ano, respectivamente. Considerando uma expectativa de vida média de 16 anos, o investimento ao longo da vida de um cão pode chegar a R$ 132,5 mil, e a de um gato, a R$ 110 mil, valores que não incluem despesas extraordinárias como tratamentos específicos, adestramento, creche ou hospedagem.

O que avaliar antes de fechar um plano

Diante desse cenário, veterinários recomendam ir além do preço da mensalidade e observar critérios que fazem diferença nos momentos mais críticos:

Checklist para escolher um plano de saúde pet

Estrutura hospitalar própria com atendimento 24 horas; Acesso a especialistas e não apenas a clínicos gerais; Cobertura para exames laboratoriais e de imagem; Cirurgias e suporte de UTI incluídos no plano; Telemedicina veterinária para dúvidas e acompanhamento rápido; Continuidade do histórico clínico do animal dentro da mesma rede; Prazos de carência para procedimentos de maior complexidade.

Um mercado que segue a lógica da saúde humana

O movimento acompanha a evolução da medicina veterinária no Brasil. Assim como ocorreu na saúde suplementar humana, cresce a oferta de modelos integrados, em que o plano deixa de ser apenas uma forma de custear despesas pontuais e passa a funcionar como porta de entrada para uma jornada completa de cuidados, da prevenção aos tratamentos mais avançados.

É nesse contexto que operadoras como a +Pet vêm estruturando redes que combinam hospitais próprios com unidades parceiras, ampliando o acesso a atendimentos de alta complexidade sem depender exclusivamente do pagamento particular de procedimentos que costumam ter alto impacto financeiro para as famílias.

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Para Pablo Teixeira, CEO da +Pet, o comportamento de quem contrata um plano vem mudando. “O tutor está percebendo que escolher um plano apenas pelo valor da mensalidade pode não ser suficiente. Quando existe uma estrutura integrada, ele ganha previsibilidade, agilidade no atendimento e acesso à medicina veterinária de alta complexidade sempre que necessário”, avalia o executivo.

Segundo Teixeira, o desafio atual do setor não é apenas oferecer cobertura, mas garantir estrutura para acompanhar toda a vida do animal. “A medicina veterinária evoluiu muito nos últimos anos. Hoje, o desafio não é apenas oferecer um plano de saúde, mas garantir que o tutor tenha acesso a uma estrutura preparada para acompanhar toda a vida do animal, da prevenção aos tratamentos mais complexos”, conclui.

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