Vídeos da história voltaram a viralizar nas redes sociais, e o Portal Pet ON não poderia deixar de contar e explicar esse caso tocante de amor maternal entre diferentes espécies
Uma história que aconteceu há mais de duas décadas está emocionando novamente milhares de pessoas nas redes sociais. Vídeos e imagens da tigresa Sai Mai cuidando de leitões vestidos com peles de tigre voltaram a circular na internet em janeiro de 2026, relembrando um dos casos mais comoventes de amor maternal já registrados no reino animal.
O episódio aconteceu em 2004 no zoológico de Sriracha, na Tailândia, e continua ensinando valiosas lições sobre comportamento animal e os vínculos que transcendem espécies.
Uma mãe em sofrimento
Com apenas dois anos e meio, Sai Mai perdeu seus filhotes durante o parto e mergulhou em profundo sofrimento. Observando o estado depressivo da tigresa, os tratadores do zoológico decidiram tentar algo inédito: apresentaram a ela leitões órfãos, vestindo-os com peles de tigre para facilitar a aceitação.
O resultado surpreendeu até os especialistas mais experientes. Sai Mai não apenas aceitou os pequenos porquinhos, mas ela passou a amamentá-los, protegê-los e cuidar deles com toda intensidade maternal de uma tigresa de verdade.
A explicação está no passado
Mas por que uma predadora natural aceitaria cuidar de animais que, em outras circunstâncias, poderiam ser suas presas? A resposta pode estar na própria história de Sai Mai.
Quando filhote, a tigresa foi rejeitada pela mãe biológica e acabou sendo amamentada por uma porca. Essa experiência precoce pode ter moldado profundamente sua percepção sobre vínculos e família.
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“Experiências precoces podem influenciar profundamente a forma como os animais reconhecem sua própria espécie e constroem vínculos”, explica a cientista Georgia Mason, da Universidade de Oxford. Segundo a pesquisadora, esse tipo de aprendizado inicial pode alterar padrões comportamentais considerados naturais, especialmente em ambientes controlados como zoológicos.
O legado de Sai Mai
Embora a história tenha acontecido em 2004, quando Sai Mai tinha cerca de 2 anos e meio, ela continua tocando corações mais de duas décadas depois. Nascida por volta de 2001/2002, a tigresa provavelmente já não está mais viva — tigres em cativeiro vivem, em média, entre 15 a 20 anos, raramente ultrapassando os 25 anos.
Mas o legado de Sai Mai permanece vivo. Seu caso é lembrado como um exemplo extraordinário de como experiências iniciais podem moldar comportamentos surpreendentes no reino animal, revelando a complexidade do instinto maternal e a capacidade de criar vínculos emocionais profundos.
Amor maternal transcende espécies — mas o instinto permanece
Especialistas fazem um alerta importante: instintos predatórios não desaparecem completamente, mesmo diante de vínculos emocionais fortes. Tigres são predadores por natureza, e o risco sempre existiu nessa convivência incomum.
A história de Sai Mai nos ensina que o amor maternal pode criar pontes inesperadas entre diferentes espécies. Mesmo após tantos anos, seu exemplo continua nos mostrando a profundidade dos sentimentos dos animais e a importância de compreender e respeitar seu comportamento e necessidades naturais.



