Comuns na primavera, insetos conhecidos como aleluias atraem a atenção dos pets. Hospital Veterinário Municipal de Curitiba alerta para riscos da ingestão e do contato com inseticidas
Com a chegada da primavera e o aumento das chuvas, um fenômeno volta a chamar a atenção em diferentes regiões do Brasil: as revoadas de cupins, popularmente conhecidos como aleluias, siriris ou bichos de luz. Atraídos pela iluminação das casas, esses insetos aparecem em grande quantidade, principalmente no fim da tarde e durante a noite. Para cães e gatos, a movimentação pode despertar a curiosidade e o instinto de caça.
Mas o que acontece quando um pet consegue capturar e engolir um desses insetos?
O Hospital Veterinário Municipal de Curitiba publicou um alerta nas redes sociais sobre os possíveis riscos da ingestão dos chamados cupins de chuva. Segundo a instituição, o consumo desses insetos pode provocar desconforto gastrointestinal, vômitos e diarreia. A preocupação aumenta quando há possibilidade de contato dos insetos com produtos inseticidas.
O hospital recomenda que os responsáveis evitem que cães e gatos capturem e comam as aleluias, especialmente em períodos de maior concentração desses animais dentro das residências.
Por que os cupins de chuva aparecem nessa época?
Apesar do nome, os cupins de chuva não surgem por causa da água. Eles são indivíduos reprodutores de colônias já existentes que desenvolvem asas e deixam seus ninhos para formar novas colônias.
Esse comportamento, conhecido como revoada ou voo nupcial, ocorre em condições ambientais favoráveis, geralmente associadas ao aumento da temperatura e da umidade.
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De acordo com informações do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), as chuvas seguidas de períodos de estiagem favorecem a saída desses insetos. A iluminação artificial também exerce atração, o que explica a presença de grandes quantidades de aleluias perto de lâmpadas, portas e janelas.
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Depois da revoada, muitos cupins perdem as asas, deixando pequenos resíduos espalhados pelo chão. É nesse momento que cães e gatos também podem encontrar os insetos com facilidade.
Comer cupins de chuva pode intoxicar o pet?
Embora o alerta do hospital destaque os riscos da ingestão, é importante diferenciar o desconforto digestivo de uma intoxicação propriamente dita.
A ingestão dos insetos pode estar associada a sintomas gastrointestinais, conforme a orientação divulgada pelo Hospital Veterinário Municipal de Curitiba. Isso, porém, não significa que todo cupim de chuva seja naturalmente venenoso ou que um animal que engula uma aleluia necessariamente ficará doente.
Uma preocupação adicional é a exposição a produtos químicos. Quando os insetos entram em contato com inseticidas utilizados no ambiente, sua ingestão pode representar uma possível via de exposição dessas substâncias para cães e gatos.
A gravidade de uma eventual intoxicação depende de fatores como o produto envolvido, a dose e as características do animal. Segundo o Manual Veterinário Merck, determinados inseticidas podem provocar sinais clínicos importantes em animais domésticos, exigindo atendimento veterinário.
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Quais sinais merecem atenção?
O Hospital Veterinário Municipal de Curitiba orienta que os responsáveis observem possíveis alterações no comportamento e na saúde dos animais após o contato com os insetos.
Entre os sinais mencionados pela instituição estão vômitos, diarreia, salivação excessiva e apatia.
A presença desses sintomas não confirma, isoladamente, uma intoxicação por cupins ou inseticidas. Ainda assim, alterações persistentes ou intensas precisam ser avaliadas por um médico-veterinário.
Quando houver suspeita de contato com algum produto químico, a recomendação é procurar orientação veterinária imediatamente, sem esperar o agravamento dos sintomas. Também não se deve provocar vômito ou administrar medicamentos por conta própria.
Como evitar que cães e gatos comam aleluias?
A prevenção começa com medidas simples dentro de casa. Durante os períodos de revoada, o Hospital Veterinário Municipal de Curitiba recomenda instalar telas nas janelas e reduzir a iluminação que atrai os insetos para o interior das residências.
Também é importante observar o comportamento dos pets, principalmente daqueles que costumam perseguir insetos voadores ou capturar pequenos animais encontrados no chão.
Outra orientação é evitar o uso de inseticidas perto de cães e gatos. Caso seja necessário realizar algum tipo de controle de pragas, os produtos devem ser utilizados de acordo com as instruções de segurança, mantendo os animais afastados das áreas tratadas pelo período recomendado.
O alerta do hospital reforça que cuidados cotidianos podem diminuir o risco de exposição dos animais, especialmente durante a primavera e o verão, quando as revoadas costumam ser mais frequentes.


