Seu pet está protegido contra as doenças do inverno?

Com a queda das temperaturas, cães e gatos ficam mais vulneráveis a infecções respiratórias; vacinação em dia e cuidados básicos fazem toda a diferença

 

O frio chegou, e com ele um alerta importante para quem tem animais em casa: cães e gatos ficam mais vulneráveis a doenças respiratórias durante o inverno. As baixas temperaturas favorecem a proliferação de vírus e bactérias, tornando a vacinação preventiva uma das medidas mais eficazes para proteger a saúde dos pets nessa época do ano.

“A vacinação deve estar em dia antes da queda das temperaturas. Muitos responsáveis pelos animais só se lembram do calendário vacinal quando o bichinho já está doente, mas a prevenção precisa vir antes”, orienta a médica-veterinária Viviana Quinto, de Campinas.

A vacina como primeira linha de defesa

Para os cães, a principal ameaça do inverno é a gripe canina, também conhecida como tosse dos canis, causada pela bactéria Bordetella bronchiseptica e pelo vírus da influenza. A proteção pode ser feita por vacinas injetáveis, orais ou intranasais, a depender do produto disponível e da recomendação do veterinário.

Animais que frequentam pet shops, clínicas veterinárias, parques ou qualquer ambiente com aglomeração de outros cães têm risco ainda maior de contágio.

Nos gatos, a atenção se volta para a rinotraqueíte e a calicivirose, as principais infecções respiratórias da espécie, ambas cobertas pela vacina múltipla felina, disponível nas versões V4 e V5. “O gato que fica em casa também precisa estar vacinado. Ele pode ter contato com outros animais ou com pessoas que transitaram por ambientes de risco”, explica Viviana Quinto.

Cuidados essenciais para os dias frios

Além da vacinação, pequenos ajustes na rotina fazem diferença significativa no conforto e na saúde dos pets durante o inverno. O primeiro ponto de atenção é o abrigo: camas e casinhas devem ser posicionadas longe de correntes de ar, pisos frios e umidade, preferencialmente forradas com mantas grossas que possam ser lavadas regularmente.

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O uso de roupinhas é indicado para filhotes, animais idosos e raças de pelagem curta, desde que o pet se sinta confortável com a peça. Já os passeios devem ser ajustados para os horários de maior incidência solar, evitando as saídas no início da manhã e no final da noite, quando as temperaturas são mais baixas.

O banho merece atenção especial. Além de evitar banhos noturnos, é fundamental secar o animal completamente após a higienização. “Deixar o pet úmido no frio é uma das principais causas de resfriado. O uso do secador, com temperatura adequada e distância segura, é altamente recomendado”, reforça a médica-veterinária Viviana Quinto.

Quando consultar o veterinário

O ideal é não esperar o aparecimento de sintomas. Secreção nasal, espirros frequentes, tosse, olhos lacrimejantes e apatia são sinais de alerta que merecem avaliação clínica imediata. Antes do inverno se intensificar, vale agendar uma consulta para revisar o calendário vacinal e checar se há alguma dose em atraso.

“Prevenção é sempre mais barata e menos sofrida do que o tratamento. E o responsável pelo animal que mantém as vacinas em dia está fazendo a parte mais importante pela saúde do seu pet”, conclui Viviana Quinto.

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