Pets vivem mais: mas o que a alimentação tem a ver com isso?

Medicina veterinária preventiva e nutrição específica por fase de vida são os pilares do envelhecimento saudável de cães e gatos

 

Os pets estão vivendo mais. Os avanços da medicina veterinária preventiva e de uma alimentação de alta qualidade têm contribuído para o aumento significativo da expectativa de vida de cães e gatos. Esse cenário reflete o maior cuidado e o nível de exigência dos responsáveis pelos animais. Com consultas e exames regulares, vacinação em dia e maior conscientização, os animais de companhia estão vivendo mais. Essa realidade, no entanto, também traz novos desafios relacionados ao envelhecimento saudável.

Para que tenham uma vida longa e com qualidade, a nutrição adequada a cada etapa desempenha um papel central. Isso porque as necessidades de nutrientes e energia mudam ao longo do tempo: o que serve ao filhote não é o que serve ao adulto, e menos ainda ao idoso.

A fase sênior dura mais do que você imagina

Um dos pontos menos conhecidos pelos responsáveis pelos animais é o quanto a fase idosa representa da vida total do pet. Cães de grande porte são considerados sênior a partir dos 5 anos de idade e vivem, em média, entre 10 e 13 anos. Os de pequeno porte entram nessa fase aos 7 anos e podem chegar aos 15. Já os gatos, que frequentemente ultrapassam os 20 anos de vida, são considerados sênior também a partir dos 7 anos.

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“Isso significa que eles passam uma parte significativa da vida na fase em que são considerados idosos”, destaca Amanda Arsoli, médica-veterinária da Adimax, fabricante brasileira de alimentos para cães e gatos. O dado impõe uma reflexão: se o pet vai conviver conosco por tantos anos nessa condição, a qualidade da alimentação oferecida nesse período precisa acompanhar essa realidade.

O que muda no corpo do pet idoso

Durante o envelhecimento, o organismo de cães e gatos passa por transformações importantes. A redução do metabolismo, as alterações na composição corporal e a maior sensibilidade digestiva são algumas das mudanças mais comuns, e que exigem atenção redobrada na escolha dos alimentos.

Sem a nutrição adequada, o pet idoso fica mais vulnerável à perda de massa muscular, ao desgaste articular e à queda na resposta imunológica. Problemas que poderiam ser prevenidos ou retardados com a alimentação certa acabam se manifestando mais cedo e com mais intensidade.

Nutrição como pilar do envelhecimento ativo

A oferta de alimentos completos, desenvolvidos especificamente para pets em cada etapa da vida, contribui para a manutenção da massa muscular, o suporte às articulações, o fortalecimento do sistema imunológico e a preservação da vitalidade. Não se trata apenas de quantidade, mas de composição nutricional ajustada às demandas de cada fase.

“O aumento da expectativa de vida é uma conquista importante, mas é fundamental que esses anos sejam acompanhados de bem-estar. A nutrição específica para cada fase da vida é um dos principais pilares para um envelhecimento saudável”, afirma a médica-veterinária Amanda Arsoli.

Para o responsável pelo animal, a escolha do alimento adequado não deve ser adiada até que os sinais de envelhecimento apareçam. Conversar com o veterinário sobre as necessidades nutricionais do pet a cada fase da vida é o primeiro passo para garantir que os anos a mais sejam vividos com saúde, conforto e disposição.

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