Com a chegada do outono e a baixa umidade do ar, pets ficam mais vulneráveis a alergias
Com a chegada do outono e a queda na umidade do ar, os casos de alergias em cães e gatos aumentam significativamente. Assim como ocorre com os humanos, a pele dos animais pode sofrer com o clima mais seco, tornando-se mais sensível e propensa a irritações. O ressecamento favorece coceiras, descamação e até o agravamento de quadros alérgicos pré-existentes, como a dermatite atópica.
Especialistas alertam que os tutores devem ficar atentos a sintomas como coceira excessiva, vermelhidão, lambedura constante das patas, descamação e queda excessiva de pelos. Segundo a médica-veterinária Marina Tiba, gerente de produto da Unidade de Animais de Companhia da Ceva Saúde Animal, a dermatite atópica é uma das principais doenças de pele que podem ser agravadas nesse período. “A primeira manifestação da doença é a coceira intensa, que pode levar a lambedura excessiva e feridas na pele. Como esses são comportamentos naturais dos pets, muitos tutores podem não perceber de imediato que há um problema dermatológico em curso”, explica.
Além da dermatite atópica, outras doenças de pele comuns incluem a Dermatite Alérgica à Picada de Pulgas (DAPP), causada por ectoparasitas como pulgas e carrapatos, e a dermatite trofoalérgica, desencadeada por componentes alimentares. Essas condições podem causar sintomas como coceira constante, vermelhidão, descamação, lambedura excessiva e infecções secundárias, que afetam principalmente o abdômen, axilas, região perianal, orelhas e patas dos animais.
Clima seco e aumento das alergias
O médico-veterinário Claudio Rossi, gerente técnico da Unidade de Pets da Ceva, destaca que o clima seco do outono é um fator determinante para o aumento dos casos de alergias em cães e gatos. “É bastante comum que os casos dermatológicos em pets aumentem no outono, justamente por ser um período mais seco. Assim como ocorre com os humanos, a pele dos animais pode sofrer com a baixa umidade do ar, tornando-se mais ressecada e sensível. Esse ressecamento favorece coceiras, descamação e até mesmo o agravamento de quadros alérgicos pré-existentes, como a dermatite atópica”, afirma.
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Além disso, Rossi explica que há maior quantidade de partículas e poeiras no ar, favorecendo a concentração de ácaros, fungos, vírus e bactérias. “A permanência em ambientes mais fechados nessa época também contribui para a predisposição às alergias cutâneas, mas que podem acometer os olhos e até causar infecções respiratórias”, completa o veterinário.
Embora a estimativa de aumento dos casos possa variar conforme a região e fatores ambientais, clínicas veterinárias frequentemente registram um crescimento significativo nas queixas de tutores sobre problemas de pele nos pets durante o outono.
Diagnóstico precoce e cuidados essenciais
Para evitar complicações e garantir o bem-estar do animal, é essencial buscar orientação veterinária ao primeiro sinal de alteração na pele ou no comportamento do pet. O tratamento pode envolver o uso de shampoos terapêuticos, medicamentos para controle da coceira, suplementos nutricionais e, em casos mais graves, imunoterapia.
“Os sinais clínicos dessas condições incluem coceira constante, vermelhidão, descamação, lambedura excessiva e infecções secundárias, que podem afetar tanto a pele quanto as orelhas dos animais”, detalha Marina Tiba.
Nos quadros respiratórios, sintomas como dificuldade para respirar, tosse e espirros exigem atenção especial. Já as alterações oculares decorrentes da conjuntivite incluem olhos avermelhados, secreção abundante e sinais de irritação ocular.
Prevenção: como proteger os pets no outono
Para minimizar os impactos das alergias nesta estação, algumas medidas preventivas são recomendadas:
- Manter o ambiente limpo e arejado, reduzindo o acúmulo de poeira e ácaros;
- Utilizar antiparasitários regularmente para evitar infestações por pulgas e carrapatos;
- Garantir uma alimentação equilibrada e adequada às necessidades do pet;
- Investir na hidratação da pele com produtos recomendados por veterinários;
- Observar mudanças no comportamento e procurar auxílio profissional ao primeiro sinal de desconforto.
Com cuidados preventivos e acompanhamento veterinário, os tutores podem proporcionar mais conforto e bem-estar para seus companheiros de quatro patas, reduzindo os riscos de complicações alérgicas típicas da estação.