Pela segunda vez, cães resgatados entram em quadra ao lado dos tenistas durante o maior torneio de tênis da América do Sul, que acontece no Rio de Janeiro até o próximo domingo, dia 22
Quadra, rede, bolas — e patas. O Rio Open 2026, que acontece de 14 a 22 de fevereiro no Jockey Club Brasileiro, no Rio de Janeiro, voltou a abrir espaço para uma iniciativa que vai além do esporte: os CãoDulas. Pela segunda vez, cães resgatados de situações de abandono entraram em quadra ao lado dos atletas, levando uma mensagem poderosa de adoção responsável para o público do maior torneio de tênis da América do Sul.
Na noite desta terça-feira, dia 17, foi a vez do jovem Guto Miguel — 16 anos e terceiro no ranking mundial juvenil — fazer sua estreia no torneio acompanhado pela CãoDula Marieta. O adversário, o lituano Vilius Gaubas, também entrou em quadra com um cão resgatado, o Pedro Augusto. Uma imagem que vale mais do que qualquer placar.
Esporte como palco para a causa animal
A ação é uma iniciativa de GoldeN, patrocinadora do Rio Open desde 2016, que usa a visibilidade do torneio para dar protagonismo a cães que aguardam por uma nova família. A proposta é simples e poderosa: assim como no esporte, uma única oportunidade pode mudar completamente uma história.
“Queremos usar a visibilidade do Rio Open para chamar atenção para a adoção responsável e mostrar que esses cães têm muito amor para oferecer. Adotar é um compromisso, mas também uma oportunidade de transformar vidas — a deles e a nossa”, lembra Felipe Mascarenhas, Head de Marketing de GoldeN.
Para ampliar o alcance da iniciativa, os CãoDulas ganharam padrinhos famosos. O apresentador André Marques apadrinhou Marieta; a atriz Daniele Suzuki ficou ao lado de Pedro Augusto; Laura Leão apadrinhou Cristiane; e Mari Lobo assumiu a causa de Rodolfo.
Conheça os CãoDulas desta edição
São quatro cães com histórias de superação que representam milhares de animais que ainda aguardam por um lar:
Pedro Augusto (4 anos, porte médio) — Resgatado em grave situação de abandono, chegou extremamente debilitado. Com cuidados e amor, transformou-se em um cão saudável, alegre e apaixonado por bolinhas.
Marieta (3 a 6 anos, porte médio) — Resgatada do chamado “sítio dos horrores”, venceu a fome e a negligência extrema. Hoje é uma cadelinha saudável, alegre e carinhosa, símbolo de superação.
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Cristiane (3 a 6 anos, porte médio) — Enfrentou a fome, a violência e a cinomose, doença grave que venceu sem sequelas. Cada brincadeira sua conta uma história de resistência e esperança.
Rodolfo (3 a 6 anos, porte médio) — Chegou assustado e na defensiva, com o corpo marcado pelo abandono. Com cuidado e segurança, virou um cão cheio de energia e especialista em alegrar qualquer ambiente.
Uma tradição que faz diferença
Os CãoDulas já são uma tradição consolidada no Rio Open. Em 2025, a ação estreou com grande repercussão, e a repetição em 2026 reforça o compromisso do torneio e de seus parceiros com a causa animal. Em um país com 149 milhões de pets e ainda com índices preocupantes de abandono, iniciativas como essa são fundamentais para mudar a cultura e incentivar a adoção responsável.
“Os CãoDulas já são uma tradição do Rio Open e nada mais justo que eles entrem em quadra com as estrelas, como eles são. Esse é um momento especial para os cães, que estão em busca de um lar, e para a causa, já que o torneio é um grande e tradicional palco do esporte brasileiro” , completa Felipe Mascarenhas.
O Rio Open segue até domingo, dia 22 de fevereiro, no Jockey Club Brasileiro, no Rio de Janeiro. Se os CãoDulas tocaram seu coração, lembre-se: adotar é um gesto de amor que transforma vidas — a deles e a sua.



