Thor, o Gato do Coração: a história que celebra o Dia Mundial do Gato e inspira adoções

Com uma mancha natural em formato de coração no peito, o mineiro Thor conquistou o título de “Gato SRD Mais Bonito do Brasil 2025” e se tornou símbolo da beleza dos gatos sem raça definida e da adoção responsável

 

Neste 17 de fevereiro, Dia Mundial do Gato, celebramos não apenas os mais de 30 milhões de felinos que fazem parte das famílias brasileiras, mas também aqueles que ainda aguardam por um lar. E para homenagear todos os bichanos — adotados ou não —, contamos a emocionante história de Thor, um gato SRD que provou que amor e beleza não têm raça definida.

O dia em que o coração chegou em casa

A história de Thor começou em 2019, em Varginha, sul de Minas Gerais. Entre seis filhotes resgatados por uma moradora local, havia um gatinho preto e branco que chamou a atenção da família da nutricionista Fabiana Brugnara. Enquanto a mãe considerava os tricolores e rajados, o filho mais velho se encantou pelo único bicolor da ninhada.

“Ele era todo arrepiadinho, com olhos muito expressivos. Nem sabíamos se era macho ou fêmea ainda”, relembra Fabiana. O pequeno Thor chegou em casa em pleno agosto mineiro, com frio intenso, e logo encontrou uma companheira improvável: Bela, a cadela da família, que ele adotou como mãe.

Foi aos três meses de vida, enquanto brincava em seu arranhador, que a família descobriu o grande diferencial de Thor: uma mancha natural em formato de coração no peito. “Olhei para ele sentadinho e falei: Thor, você tem uma mancha igual a um coração no seu peito!”, conta a tutora.

A personalidade de um lorde

Thor não é um gato comum — e sua tutora faz questão de ressaltar isso. “Ele parece um lorde”, brinca Fabiana. Com personalidade forte e independente, o bichano não gosta de colo, mas é extremamente carinhoso à sua maneira. Diferente das irmãs felinas, Jade e Amora (também adotadas), Thor não se esconde quando visitas chegam. Pelo contrário: fica à disposição para receber carinhos, desde que nos termos dele.

“A gente tem uma conexão muito forte. Ele conversa comigo através do olhar, e eu entendo tudo o que ele quer. Onde eu estiver, ele me procura. Mesmo dormindo, se eu saio do cômodo, ele vem atrás”, revela Fabiana, que trabalha em casa e convive intensamente com seu “alma gêmea felina”.

O gato de seis anos também tem seus caprichos: é seletivo com a alimentação, aceita apenas determinadas marcas de ração úmida e mantém a mesma ração premium desde filhote. Seu brinquedo favorito? Gominhas (xuxinhas) de cabelo — muito mais interessantes que qualquer varinha ou bolinha.

De gato de casa a fenômeno nacional

Em outubro de 2024, no Dia do Gato Preto, Thor conquistou o Brasil ao vencer o concurso “O Gato SRD Mais Bonito do Brasil 2025”, organizado pela marca Woolie. Entre mais de 4 mil inscritos, ele obteve mais de 250 mil votos, superando até uma gatinha preta na final — ironicamente, no dia dedicado aos felinos pretos.

“Foi uma explosão. A TV veio até aqui em casa, ele saiu em jornais de Minas Gerais e nacionais, em várias revistas. Rádios, portais como o PetON, todo mundo querendo saber a história dele”, relembra Fabiana. Thor ganhou até destaque em revista internacional.

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Mas além da fama, a vitória de Thor trouxe algo muito maior: conscientização. “Muitas pessoas me mandaram mensagens dizendo que a história dele as inspirou a adotar. Ele mostrou que um gato sem raça definida pode ser tão bonito quanto um gato de raça”, celebra a tutora.

Uma família de corações abertos

A casa de Fabiana em Lagoa Santa (MG) é lar de uma verdadeira família multiespécie: além de Thor, vivem ali suas irmãs felinas Jade (adotada também através das redes sociais quando Thor tinha quase dois anos) e Amora (resgatada de um sítio em condições precárias), além de Bela, a cachorra que também foi adotada.

Thor chegou a demonstrar ciúmes quando a família tentou acolher outro gatinho abandonado, mas convive harmoniosamente com suas irmãs e mantém uma relação lúdica com Bela, com quem ainda brinca de pega-pega.

O legado do gato do coração

Hoje, aos seis anos, Thor leva uma vida mais tranquila. Menos ativo que na juventude, ainda posa como um modelo profissional para fotos (“ele fica bem estruturado, fazendo aquela pose”, diz Fabiana) e mantém sua rotina de perseguir a tutora pela casa, garantindo que ela esteja sempre por perto.

“O amor por esses animais é diferente. É um amor puro, suave, leve, confortável. Ele aquece minha alma e meu coração todos os dias”, emociona-se Fabiana.

Dia Mundial do Gato: celebração e conscientização

O Dia Mundial do Gato, celebrado anualmente em 17 de fevereiro, foi criado por uma instituição italiana com o objetivo de combater os maus-tratos aos felinos. A data ganhou dimensão global e hoje é aproveitada por organizações de proteção animal em todo o mundo para promover a adoção de gatos abandonados.

No Brasil, a causa é urgente. Embora a população de gatos domésticos tenha ultrapassado os 30 milhões em 2025 — crescendo a uma taxa de 5,4% ao ano e com a adoção de felinos superando a de cães (6% contra 4%) —, milhares de bichanos ainda vivem nas ruas, em abrigos, aguardando por uma família.

A facilidade de adaptação dos gatos a espaços menores e apartamentos tem impulsionado esse crescimento, consolidando-os como um dos pets mais populares em ambientes urbanos. Mas a história de Thor nos lembra que cada felino — com ou sem raça definida, com ou sem manchas especiais — merece a chance de ter um lar amoroso.

Neste Dia Mundial do Gato, que tal abrir seu coração como Fabiana fez em 2019? Afinal, como Thor provou, os gatos SRD não são apenas bonitos: eles são extraordinários.

Quer adotar um gatinho? Procure ONGs de proteção animal, abrigos e grupos de adoção responsável na sua cidade. Seu novo melhor amigo pode estar esperando por você.

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