A Doença Renal Crônica é silenciosa e mais comum do que parece — mas com acompanhamento veterinário, é possível preservar a qualidade de vida do pet
Os rins são um dos órgãos mais vitais do organismo dos animais e, também um dos mais discretos quando algo não vai bem. A Doença Renal Crônica (DRC) pode acometer cães e gatos em qualquer fase da vida, mas costuma evoluir de forma silenciosa, especialmente nos estágios iniciais. É por isso que o Março Amarelo Pet existe: para lembrar tutores e profissionais da saúde da importância de olhar para os rins dos pets com atenção e antecedência.
A Vetnil, empresa brasileira do setor veterinário, aproveita a data e faz campanha que reforça o papel central da prevenção, do diagnóstico precoce e do acompanhamento veterinário contínuo na proteção da saúde renal de cães e gatos — uma iniciativa em que o Portal Pet ON também se une para ampliar a conscientização sobre o tema.
O que os rins fazem pelo seu pet?
Para entender a gravidade de uma doença renal, é preciso primeiro compreender o quanto esses órgãos trabalham. No organismo de cães e gatos, os rins são responsáveis por filtrar o sangue, eliminar toxinas, controlar o equilíbrio hídrico e de minerais, regular a pressão arterial e auxiliar na produção de hormônios essenciais.
Quando esse sistema falha, o impacto é progressivo e pode afetar o organismo inteiro, muitas vezes antes que qualquer sintoma visível apareça.
Por que a DRC é tão perigosa?
A Doença Renal Crônica é caracterizada pela perda gradual, irreversível e progressiva da função renal. Nos estágios iniciais, os sinais podem ser sutis e facilmente confundidos com outros problemas — o que torna o diagnóstico precoce ainda mais desafiador.
“A Doença Renal Crônica é mais comum do que muitos responsáveis imaginam e costuma evoluir de forma silenciosa nos estágios iniciais. Por isso, as consultas regulares com o Médico-Veterinário são fundamentais para identificar alterações precocemente.”
— Kauê Ribeiro, Médico-Veterinário da Vetnil®
Sinais de alerta: quando levar ao veterinário?
- Aumento da ingestão de água (polidipsia)
- Maior volume e frequência urinária (poliúria)
- Redução do apetite e perda de peso
- Apatia e perda de massa muscular
- Vômitos frequentes
- Mau hálito com cheiro urêmico
- Desidratação e sinais neurológicos (em estágios avançados)
O que pode aumentar o risco de doença renal no pet?
Nem sempre é possível evitar a DRC — especialmente quando ela está associada ao envelhecimento natural do animal. No entanto, alguns fatores e comorbidades podem favorecer seu desenvolvimento ou acelerar sua progressão.
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Entre as condições que merecem atenção estão doenças cardíacas, doença periodontal, cistite, urolitíase, hipertireoidismo, diabetes e infecções. A relação entre saúde bucal e saúde renal, em particular, é menos conhecida pelos tutores, mas clinicamente relevante.
“Doenças periodontais podem ter relação com alterações renais, já que bactérias presentes na cavidade oral podem alcançar a corrente sanguínea e desencadear respostas inflamatórias que sobrecarregam os rins.”
Kauê Ribeiro, Médico-Veterinário da Vetnil®
Outro ponto de atenção é a leishmaniose — doença infecciosa transmitida pelo mosquito-palha que pode causar inflamações e lesões em diversos órgãos, incluindo os rins. Em regiões com maior incidência da enfermidade, o uso de coleiras repelentes e o controle ambiental são medidas preventivas essenciais.
Como proteger os rins do seu pet
Cuidados que fazem diferença na saúde renal
• Consultas veterinárias periódicas, mesmo quando o pet parece saudável
• Alimentação adequada à espécie, porte e fase de vida do animal
• Incentivo constante à hidratação — água limpa e fresca sempre disponível
• Atenção à saúde bucal: escovação diária, soluções antissépticas e limpeza de tártaro
• Controle de comorbidades como diabetes, hipertireoidismo e doenças cardíacas
• Prevenção da leishmaniose em regiões endêmicas
• Observação atenta a qualquer mudança de comportamento ou apetite
Agora que você já sabe que pets também podem ter problemas nos rins, fique de olho: qualquer mudança de comportamento, apetite ou hábitos urinários merece atenção. Diante de qualquer sinal, leve ao veterinário sem esperar. No fim das contas, boa alimentação, hidratação adequada e acompanhamento regular de um profissional são indispensáveis para a saúde e felicidade do seu pet.



