Pesquisa revela que tutores consideram necessidades dos animais na hora de escolher moradia e mercado imobiliário começa a se adaptar
Se você está procurando um novo lugar para morar e a primeira pergunta que faz é “tem espaço para o meu pet?”, saiba que você não está sozinho. Os animais de estimação ganharam tanto espaço na vida dos brasileiros que já influenciam diretamente decisões importantes – incluindo a escolha da moradia.
Uma pesquisa realizada pela Brain Inteligência Estratégica com mais de 1.600 pessoas em todo o Brasil mostra que 45% dos entrevistados estão dispostos a pagar mais por imóveis pet-friendly – aqueles com quintais, parques, áreas verdes e infraestrutura pensada especialmente para os animais.
Planejamento que inclui os pets
Os números revelam uma transformação no comportamento dos tutores. Com uma média de dois pets por domicílio segundo a pesquisa, os brasileiros fazem cada vez mais planejamento orçamentário incluindo seus animais – considerando custos com alimentação, veterinário, medicamentos e cuidados diários.
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Mas o planejamento não é apenas financeiro: é também afetivo e espacial. As pessoas querem garantir que seus pets tenham qualidade de vida, espaço adequado e bem-estar dentro de casa. E isso se reflete diretamente na escolha do imóvel: quintais, sacadas amplas, proximidade de parques e pet places nos condomínios tornaram-se itens cada vez mais procurados pelos compradores e locatários.
O peso econômico do mercado pet
Para entender essa transformação, é preciso olhar para os números. De acordo com estimativas da ABINPET (Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação), o mercado pet brasileiro movimentou valores expressivos nos últimos anos, consolidando uma cadeia econômica que vai de alimentação a serviços veterinários, estética e hotelaria.
A pesquisa da Brain Inteligência Estratégica também traz um dado comparativo interessante: enquanto o mercado pet representa um setor econômico bilionário no país, o mercado de lançamento de apartamentos no Brasil atingiu cerca de R$ 300 bilhões em 2025, segundo dados produzidos pela própria Brain para a CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção).
Da guarda à família: mudança no papel dos pets
Por muito tempo, os animais estiveram associados a funções práticas: trabalho, guarda, proteção. Mas nas últimas décadas, esse papel foi completamente transformado. De companheiros, os pets tornaram-se parte estrutural da vida afetiva e emocional das famílias brasileiras.
Essa mudança aparece no comportamento de consumo e, agora, nas decisões de moradia. Especialmente nas grandes cidades, onde a maioria das pessoas vive em apartamentos, garantir espaço e qualidade de vida para os animais tornou-se prioridade para muitas famílias.
Mercado imobiliário atento às mudanças
Com um número significativo de brasileiros disposto a valorizar imóveis que ofereçam infraestrutura adequada para seus pets, o mercado imobiliário começa a responder. Construtoras e incorporadoras têm incluído pet places, áreas verdes, espaços para banho e até estruturas específicas para os animais nos novos empreendimentos.
A mensagem está clara: os pets deixaram de ser um detalhe na vida das famílias brasileiras. Eles fazem parte do planejamento orçamentário, ocupam espaço físico nas residências e, cada vez mais, influenciam a decisão de compra ou aluguel de um novo lar.



