Veterinário explica como tornar a chegada do novo gatinho mais segura e tranquila para toda a família
O Dia Mundial do Gato, celebrado no dia 17 de fevereiro, é o momento perfeito para falar sobre um assunto que pode fazer toda a diferença na vida do seu novo peludo: a adaptação ao lar. Cada vez mais presentes nas casas brasileiras, os felinos conquistam corações por seu temperamento afetuoso e pela facilidade de se ajustarem a diferentes estilos de vida. Mas atenção: a chegada de um gatinho exige planejamento, paciência e muito respeito ao tempo dele.
Segundo Kauê Ribeiro, Médico-Veterinário da Vetnil®️, os primeiros dias são decisivos para o bem-estar físico e emocional do seu pet. “A adaptação adequada reduz o estresse, fortalece o vínculo com o tutor e pode contribuir para o desenvolvimento de comportamentos mais equilibrados ao longo da vida”, explica o especialista.
Os primeiros momentos em casa: calma e respeito acima de tudo
Quando o gatinho chega ao novo lar, o ideal é colocá-lo inicialmente em um cômodo pequeno e tranquilo — sem barulho de eletrodomésticos e com menor circulação de pessoas. Deixe a caixa de transporte aberta e permita que ele saia no próprio tempo, sem forçar nada.
“Evitar movimentos bruscos e respeitar a iniciativa do gato é fundamental para que ele se sinta seguro. É importante controlar a ansiedade em querer vê-lo explorando a casa. Isso irá acontecer, mas pode levar um tempo. Conscientizar crianças sobre a necessidade desse respeito ao novo membro da família é fundamental para uma convivência harmoniosa para todos”, orienta Ribeiro.
Aos poucos, conforme o peludo for ganhando confiança, você pode liberar o acesso aos outros ambientes. O uso de feromônios sintéticos nos cômodos também ajuda a reduzir o estresse e facilita o processo de adaptação.
Não esqueça de oferecer um local exclusivo para descanso, de preferência elevado, já que gatos adoram observar o ambiente de cima. Quanto às caixas de areia, posicione longe da área de alimentação e mantenha sempre limpas. A recomendação é ter uma caixa para cada gato da casa e mais uma extra.
Convivência com outros pets e pessoas: tudo no tempo certo
Se você já tem outros animais em casa, a aproximação deve ser gradual e supervisionada. O contato inicial por meio de cheiros e ambientes separados ajuda a reduzir conflitos. “Forçar interações pode gerar medo e agressividade. Cada gato tem seu próprio ritmo”, destaca o veterinário.
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O processo de socialização com pessoas também pede calma. Estimule o contato positivo e a manipulação suave desde cedo — isso facilita manejos futuros, como consultas veterinárias e transporte. Em caso de dúvidas, consulte um médico-veterinário especializado em comportamento animal para entender melhor as necessidades do seu pet.
Segurança dentro de casa: prevenção é tudo
Ambientes seguros são indispensáveis para todos os pets, especialmente para os gatos. Instale telas em janelas e sacadas, retire plantas tóxicas e tenha atenção com objetos pequenos que possam ser ingeridos. A microchipagem e o uso de coleira com identificação também são recomendados, mesmo para gatos que vivem exclusivamente dentro de casa.
Saúde, alimentação e hidratação: cuidados que salvam vidas
Consultas veterinárias regulares garantem o acompanhamento da saúde, vacinação, vermifugação e orientação nutricional adequada. “Mesmo gatos que não têm acesso à rua (e é bom que não tenham) precisam de cuidados preventivos, pois muitas doenças podem ser transmitidas de forma indireta”, reforça Ribeiro.
A alimentação deve ser específica para cada fase da vida, sempre com orientação profissional. Estimular a ingestão de água é essencial para a saúde renal dos felinos. Para isso, você pode espalhar potes pela casa, usando fontes de água corrente e oferecendo alimento úmido.
Enriquecimento ambiental: diversão e qualidade de vida
O veterinário Kauê Ribeiro lembra ainda que os gatos também precisam brincar, explorar e gastar energia. Arranhadores, prateleiras, brinquedos interativos e comedouros cognitivos ajudam a atender às necessidades comportamentais do animal. “O enriquecimento ambiental ajuda a reduzir o estresse, previne problemas comportamentais e melhora a qualidade de vida, sendo um cuidado imprescindível”, afirma.
Higiene: cuidados além da autolimpeza
Apesar de os gatos serem mestres na autolimpeza, eles precisam de cuidados como escovação regular, corte de unhas e higiene oral. Alguns animais, especialmente aqueles com doenças dermatológicas ou predisposição a elas, podem se beneficiar da limpeza de orelhas e de outros cuidados tópicos, como a hidratação da pelagem. É fundamental acostumar o felino a esse tipo de manejo desde filhote, sempre com produtos adequados e orientação veterinária.
“Adotar um gato é assumir um compromisso com a saúde, o conforto e o bem-estar do animal. Com informação e cuidado, é possível garantir a melhor forma de vida para o novo pet, que certamente trará diversas novas memórias afetivas e momentos prazerosos para toda a família”, conclui Kauê Ribeiro.
Seu gatinho está chegando em casa? Lembre-se: cada felino tem seu próprio ritmo, e respeitar isso é o primeiro passo para uma convivência cheia de amor e ronronadas.



