Você sabia que cães e gatos podem ter tumor cerebral com sintomas quase invisíveis?

Maio Cinza alerta para sinais neurológicos em pets que muitas vezes são confundidos com envelhecimento natural

 

O mês de maio é marcado pela campanha Maio Cinza, dedicada à conscientização sobre o câncer cerebral em animais de companhia. A iniciativa busca ampliar o conhecimento dos responsáveis pelo animal sobre sinais clínicos que, embora muitas vezes sutis, podem indicar doenças neurológicas graves, incluindo tumores no sistema nervoso central.

Na medicina veterinária, o câncer figura entre as principais causas de morte em animais idosos. Estudos apontam que até 45% dos cães com mais de 10 anos podem desenvolver algum tipo de neoplasia ao longo da vida, incluindo tumores cerebrais e neurológicos.

Embora menos frequente do que os cânceres de pele e mama, os tumores cerebrais representam um desafio relevante pela complexidade do diagnóstico e pela progressão frequentemente silenciosa da doença.

Como o câncer cerebral se manifesta

O câncer cerebral em pets resulta do crescimento anormal de células dentro do crânio. Pode ser primário, quando se origina no próprio tecido nervoso, ou secundário, quando decorre de metástases de tumores em outras regiões do corpo. Os sinais clínicos variam conforme a área afetada, mas incluem convulsões, alterações de comportamento, perda de equilíbrio, dificuldade de locomoção, mudanças na visão e episódios de desorientação.

A veterinária Vivian Quito aponta que o principal desafio ainda está no reconhecimento precoce dos sinais pelos responsáveis pelo animal. “Muitas vezes, os primeiros sintomas são confundidos com envelhecimento natural ou alterações comportamentais leves. No entanto, quando há convulsões novas, mudanças de postura, desorientação ou perda de coordenação, é fundamental investigar com urgência”, afirma.

Leia mais: 

Sinais de alerta que merecem avaliação veterinária urgente 

• Convulsões de início recente ou sem causa conhecida
• Desorientação e perda de coordenação motora
• Alterações bruscas de comportamento
• Dificuldade de locomoção ou fraqueza em membros
• Mudanças na visão ou movimentos oculares anormais
• Inclinação persistente da cabeça para um lado

Diagnóstico e tratamento: o avanço da medicina veterinária

O avanço da medicina veterinária tem permitido diagnósticos mais precisos e tratamentos mais eficazes, principalmente com o uso de exames de imagem como ressonância magnética e tomografia computadorizada. Segundo Vivian Quito, hoje é possível identificar tumores em fases mais iniciais e, em alguns casos, propor intervenções cirúrgicas, quimioterapia ou cuidados paliativos com foco na qualidade de vida do animal.

As causas do câncer cerebral em animais ainda não são totalmente definidas, mas fatores genéticos, idade avançada e alterações celulares espontâneas estão entre os principais mecanismos envolvidos. Em alguns casos, tumores podem surgir como metástases de outras regiões do corpo, o que reforça a importância de check-ups regulares em pets idosos.

O papel do responsável pelo animal no diagnóstico precoce

A campanha Maio Cinza também incentiva a observação diária dos animais, já que mudanças sutis de comportamento podem ser os primeiros sinais de alerta. “O responsável pelo animal é peça-chave no diagnóstico precoce. Quanto mais cedo o animal é avaliado, maiores são as possibilidades de controle da doença e de manutenção do bem-estar”, destaca Dra. Vivian Quito.

Com o aumento da longevidade dos animais de estimação e o avanço da medicina veterinária, cresce também a incidência de doenças crônicas e oncológicas. Nesse contexto, a conscientização torna-se uma ferramenta essencial para garantir mais tempo e qualidade de vida aos pets diagnosticados com câncer cerebral.

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